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04/01/2008

Feras à solta. Até quando?

Volta e meia a imprensa publica notícias sobre mais um ataque de cães da raça pit bull. As vítimas quase sempre são seus donos, vizinhos e até cães de outras raças. O caso mais recente ocorreu na QNO 13, em Ceilândia, onde uma família foi atacada pelo próprio cachorro na noite do dia 1º de janeiro. O bombeiro militar Carlos Alberto Ferreira, sua esposa Lucinéia e o filho, Iago, de 12 anos, chegavam em casa quando o cão atacou Carlos, dilacerando seu braço direito. Ao tentar proteger o pai, o menino foi também mordido. Lucinéia igualmente tentou conter o cachorro e foi ferida no antebraço direito. Os três foram socorridos pelo filho mais velho do casal e encaminhados ao hospital.

Em 2007, a imprensa do DF registrou pelo menos quatro casos de pessoas que foram vítimas de pit bulls. De janeiro a setembro, 165 cachorros da raça foram entregues na Divisão de Zoonoses de Brasília. Quase todos acabaram sacrificados porque ninguém quis adotá-los.

Os pit bulls são o resultado do cruzamento de várias raças naturalmente agressivas. A agressividade, aliada a uma  força descomunal e à insensibilidade à dor, fizeram com que esses cães fossem banidos de vários países, inclusive do Reino Unido, de onde são originários. No Brasil, entretanto, apesar das evidências e das milhares de vítimas, ainda há quem defenda a tese de que os ataques de pit bulls ocorrem por culpa do tratamento inadequado por parte de seus donos. Os defensores desta baboseira fingem ignorar que há inúmeros casos de espécimes criados com carinho e os cuidados indispensáveis e que, um belo dia, acabam atacando violentamente os próprios donos. Tampouco parecem notar que, se a sua teoria fosse verdadeira, todos os dias haveria nos jornais notícias sobre ataques de poodles a criadores relapsos.

Os pit bulls são cães de ataque, não de defesa. Por isso é difícil imaginar a quem poderia interessar a perpetuação de uma raça comprovadamente tão perigosa.

Mais complicado ainda é entender como as autoridades do Distrito Federal permanecem inertes diante dos inúmeros casos registrados e não adotam nenhuma medida legal para proibir definitivamente a criação e a comercialização dos pit bulls no DF. Em nossas ruas não é raro cães dessa espécie serem vistos circulando sem coleira ou focinheira, expondo os cidadãos a mais um dentre os tantos perigos que os ameaçam diariamente.

Comentários

1 Comentário para “Feras à solta. Até quando?”

    adauto de souza
    29/01/2008 @ 9:48

    Os animais são sempre traicoeiros, e de quando em vez desconhecem até o próprio dono.
    E uma questão de educação, e conciência o animal tem que está de funchieira,andar sempre nacorrente, no canil, já se chama animal, não confundir com o dono, o animal aprende todas as manias do dono.
    todo cuidado é pouco.

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