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16/03/2013

Monstrinhos crescem

As páginas amarelas da revista Veja desta semana trazem uma entrevista com o bizarro pastor-deputado Marco Feliciano, recém-eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

Eis algumas pérolas ditas por Feliciano na entrevista:

Sobre os africanos serem amaldiçoados

“Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. O continente africano é grande demais. Não tem só negros. A áfrica do Sul tem brancos.”

Tradução do Felicianês: Somente os africanos negros são amaldiçoados. Se o sujeito é africano, porém branco, tá limpo.

Sobre proteção às camadas desprotegidas

“Eu citaria como camadas desprotegidas […] os moradores de rua, que não têm prato de comida. Nós damos comida aos presos!”

Tradução do Felicianês: Quem está preso não deveria ter direito a comer.

Sobre discriminação

“Para mim, discriminação é xingar a pessoa, praticar violência contra ela e pronto.”

Tradução do Felicianês: Dizer, por exemplo, que  os negros são amaldiçoados não é xingamento nem violência.

Sobre o cabelo esticado

“Faço escova progressiva todo mês. Eu gosto dele liso.”

Tradução do Felicianês: Cabelo crespo é feio. Coisa de gente amaldiçoada. Tô fora!

Sobre as sobrancelhas delineadinhas 

“Eu tenho excesso de hormônios. Minhas sobrancelhas se encontravam no meio. Eu era um monstrinho.”

Esta última dispensa tradução.

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