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13/03/2009

Os gênios não descansam

Segundo matéria do Correio Braziliense, pretendem construir uma calçada (foto) no Bosque dos Constituintes, área verde de mais de 70 mil metros quadrados localizada atrás da Praça dos Três Poderes. Projetada por Athos Bulcão, ela terá  700m de comprimento e 3m de largura de pura arte, rodeados por árvores, esculturas e praças.

Primeiro, pensaram em aproveitar o projeto na revitalização da avenida W3, onde de fato ele faria algum sentido. Depois, cogitaram levá-lo para o Setor Hoteleiro. Também não era má idéia, apesar de facilitar a vida de certas moças e rapazes que gostam de caminhar à noite naquele pedaço mal cuidado de Brasília que nos envergonha diante de turistas do Brasil e do mundo.

Por fim, decidiram-se pelo “muy” apropriado Bosque dos Constituintes.

Como nos versos daquele samba antigo cantado pelo Agepê, o tal Bosque fica em uma área “onde não mora ninguém, onde não vive ninguém, onde não passa ninguém”. Naquela região até as moças e rapazes bem dispostos preferem caminhar nos corredores refrigerados do Congresso Nacional, onde a clientela é garantida, além de muito bem abonada.

Resumindo: no Bosque dos Constituintes, o tal calçadão vai fazer tanto sucesso como ponto de encontro dos brasilienses quanto faz hoje a Praça dos Três Poderes. Ou faria a falecida Praça da Soberania de Niemeyer.

Coisa de gênio, sem dúvida.

Por falar nisso…

Já que o assunto é calçada, aproveito o gancho para voltar a bater na tecla dos passeios públicos que poderiam ser construídos em nossa Ceí. Eles ocupariam faixas como essa da foto ao lado, que  circunda o CEM 03, em Ceilândia Sul e vai até o centro da cidade. De cada lado da escola estão disponíveis áreas com cerca de 600 metros de comprimento por 15 metros de largura. Há ainda a parte que fica em frente ao portão principal. Iguais a essa há mais outras três faixas: uma na guariroba e duas na parte norte da cidade.

Cada passeio público desses, se bem planejado e executado (com calçadão de boa qualidade, ciclovia, pista para patinação, assentos, quiosques padronizados, paisagismo, iluminação e posto policial), tornar-se-ia a área de lazer dos moradores de, no mínimo, 10 quadras situadas nas proximidades. Valorizaria os imóveis e incrementaria todo o comércio a sua volta. Serviria de espaço a eventos culturais de pequeno porte. Por tabela, também tornaria a cidade mais segura, já que faria com que mais pessoas circulassem nas ruas.

O impacto positivo de obras como essa na vida diária da cidade ultrapassa o de qualquer Ceilambódromo (usado só de vez em quando), qualquer Vila Olímpica (geograficamente isolada e voltada para um público e uma atividade específicos) ou qualquer Shopping Center (que costuma provocar transtornos no trânsito da vizinhança). E a um custo igual ou até menor que qualquer um desses empreendimentos.

Finalmente, para quem gosta de ver as coisas pela ótica eleitoral: é só calcular quantos habitantes (e quantos votos) 40 quadras de Ceilândia representam.

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