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20/05/2009

Uma para rir, duas para chorar. Ou vice versa.

Do Correio Braziliense desta quarta-feira (20/05):

Viadutos ficarão multicoloridos

Os viadutos do Distrito Federal começaram a receber diferentes cores. No lugar do cinza do concreto, estão faixas verdes, vermelhas, brancas e azuis. A novidade está nos pilares, na fachada e nas laterais da passagem que liga Samambaia ao Recanto das Emas e também no elevado da Candangolândia.

Até o momento, 12 já estão na lista para receber a tinta. É o caso dos viadutos de Santa Maria, do Gama e do Riacho Fundo. Além da dúzia já programada, o secretário de Habitação, Paulo Roriz, planeja colorir a Ponte do Bragueto, que liga a parte norte do DF ao Plano Piloto e o Viaduto Ayrton Senna, que cruza a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), próximo à Rodoferroviária. Para essas duas intervenções, é necessário aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A negociação não será nada simples. “Só pisando por cima do meu cadáver vão fazer isso na área tombada”, garante Alfredo Gastal, superintendente regional do órgão. “É um absurdo. Estão pensando que isso aqui é a casa da sogra?”

Comento:
Acorda, ô seu Gastal! O autor dessa idéia genial não pensa que isso aqui é a casa da sogra, não. Ele tem certeza disso. E já faz tempo.

Na verdade, esses viadutos bizarros nunca deveriam ter sido construídos da maneira como foram. Agora, além de feios, ficarão também bregas. Em vez de tentarem diminuir a poluição visual, decidiram aumentá-la, tornando essas monstruosidades ainda mais visíveis.

Menos mal que não estão sendo pintados com as cores de campanha de algum político, como costuma acontecer. Ou vai ver estão, mas a gente ainda não sabe.

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A volta da indústria do lote

As ruas recém-asfaltadas e a chegada da infraestrutura pública valorizaram a QNR 5 de Ceilândia e fizeram o preço dos imóveis da região se multiplicar. Na quadra, são comuns os anúncios de casas à venda. Os negócios são lucrativos: um terreno de 250 metros quadrados custa, pelo menos, R$ 25 mil. Mas o comércio de residências na região é ilegal e representa a volta de um antigo problema: a indústria de lotes.

Comento:

Cadê a novidade? A cultura do lote grátis continua e continuará vivíssima enquanto continuarem premiando invasores, em vez de simplesmente obrigá-los a sair das áreas invadidas, cadastrá-los e fazer com que esperem sua vez na fila, como seria justo.

E a farra agora tem nova modalidade: a destinação de lotes  para determinadas categorias profissionais. Os primeiros beneficiados foram os vigilantes, através de projeto apresentado por um deputado supostamente proprietário de empresa de segurança. Depois será a vez dos vendedores de ovos, dos corretores de imóveis e por aí vai. Tudo bem de acordo com a composição dessa Câmara Corporativa (que alguns pensam ser uma Câmara Legislativa).

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Tráfico perto de escolas

A movimentação dos traficantes e usuários de drogas ocorre no centro da praça vizinha à Regional de Ensino da Ceilândia. Atrás da Regional, está localizado o Centro de Ensino Médio (CEM) 2. Menos de 15 metros separam o lugar onde o rapaz prepara a droga e o muro do prédio da Secretaria de Educação.

A praça fica a menos de 1km da 15ª DP. O delegado-chefe, Plácido Rocha Sobrinho, explicou que, periodicamente, é feita operação de repressão ao tráfico na região. “Para nós, é muito importante que a população denuncie para que a gente possa agir nos locais mais críticos”, alertou.

O tenente-coronel Marcos de Araújo, comandante do Batalhão Escolar, destacou que a Polícia Militar age frequentemente nas duas quadras para coibir o tráfico e o consumo.

Para o comandante, a melhor saída para o problema é a formação dos Conselhos de Segurança Escolar. “Não dá para brigar sozinho contra isso. Temos que envolver todo mundo.”

Comento:

Consumo de drogas por estudantes na porta da escola não é exclusividade de Ceilândia. Vi muito isso em cidades bem mais desenvolvidas mundo a fora.

Embora o tráfico exista em razão do consumo, a ameaça real é o traficante. É ele que alicia os consumidores e cria mercado. É ele que os coloca em contato com a criminalidade. É ele que deve ser combatido sem tréguas.

Isso só pode ser feito com policiamento preventivo e trabalho investigativo. Não dá para ficar agindo somente em função de denúncias da população. Se fosse tarefa da comunidade (esse ente miraculoso) resolver problemas de segurança pública, não haveria necessidade de polícia.

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