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02/06/2009

Inventem outra

O DFTV desta terça-feira (02/06) traz reportagem sobre as péssimas condições das calçadas de Taguatinga (aquelas mesmas que eu critiquei alguns posts atrás e que, em vez de melhorá-las, querem transformá-las em estacionamentos).

O problema não é privilégio de Taguatinga. Está presente também em Ceilândia e na maioria das cidades brasileiras. A julgar pelo que se vê por todo lado, parece que no Brasil a engenharia não atingiu ainda um grau de evolução que permita projetar e construir obras tão complexas quanto uma reles Reproduçãocalçada. Talvez seja o caso de começarmos a encomendar o serviço a técnicos e operários de países onde calçadas decentes, como essa da foto ao lado, estão presentes em toda parte e são um atestado de civilização.

O mais incrível da reportagem, no entanto, é a declaração do diretor técnico da Administração Regional de Taguatinga, ao tentar justificar a inação do poder público. Diz o ilustre:

“É difícil (resolver o problema) porque não é só projetar (as calçadas), às vezes a gente encontra resistência dos donos dos imóveis e das garagens.”

Ora, pois. Quer dizer então que calçadas deixaram de ser áreas públicas e agora dependem da autorização de moradores para ser contruídas ou reparadas? Quando entrou em vigor essa lei?

Será que no DF a falta de autoridade do poder público chegou mesmo a esse ponto? Ou isso é pura desculpa para ficar de braços cruzados e privar a população – especialmente crianças, idosos e portadores de necessidades especiais – de um equipamento urbano essencial, que deve estar presente em qualquer cidade que se preze?

Comentários

1 Comentário para “Inventem outra”

    fabio
    23/05/2011 @ 15:05

    realmente este comentario mostra como falta evolução nos gestores. as calçadas sao absurdas, temos que padronizalas e arboriza-las.!

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