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22/10/2009

Ação contra a cegueira

Em dezembro de 2008 escrevi aqui neste blog que, para evitar que os alunos troquem a sala de aula pela lan house mais próxima, a solução não era fechar estas últimas, mas trazê-las para dentro das escolas.

Por isso, é com satisfação que hoje reproduzo a nota a seguir, divulgada pela Agência de Notícias do GDF:

Escola cria lan house educativa

Os alunos da Escola Classe 12 de Taguatinga agora têm dia e horário definidos para frequentar a lan house. A instituição de ensino criou a Lan House Educativa, onde aproximadamente 300 crianças, que são atendidas pela Educação Integral, brincam no computador e navegam pela internet.

Segundo a supervisora administrativa, Laura Alves de Lima, a iniciativa não só melhorou o rendimento escolar como tem evitado que os alunos troquem a sala de aula pela lan house convencional, que funciona no comércio próximo da escola.

“Eu mesma já fui várias vezes à lan house buscar aluno e trazer de volta para a escola. Em casa, eles diziam que iam estudar e não era verdade. Com a Lan House Educativa, este problema acabou”, conta a supervisora.

As atividades ocorrem na sala de informática, equipada com 21 computadores e uma impressora. Três vezes por semana, a garotada, que passa o dia na escola, acessa sites e troca e-mails.

“A gente quer desmistificar aquela história de que quem utiliza o computador não sabe escrever. Ao digitar a mensagem ou o texto no Word, primeiro o aluno escreve o correto, depois ele pode abreviar, mas sabendo o que está abreviando”, explica a professora.

Aprender brincando

Recentemente, os alunos aproveitaram o tempo em frente ao computador para criar personagens defensores do meio ambiente. O material foi impresso e exposto para que todos tomassem conhecimento.

O Hino Nacional também virou tema dos trabalhos na lan house. A turma acessa o site que traz a letra da música, verifica o significado das palavras desconhecidas para cantar com segurança e não apenas repetir o que ouve.

“Não dá para impedir que eles acessem a internet, no mundo de hoje. Aqui, eles se divertem, aprendem e não correm perigo”, enfatiza Laura.

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