30/11/2009 | MUDANDO DE ASSUNTO
Depois do vendaval
O governador José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octavio, divulgaram neste domingo (29) a seguinte Nota Oficial:
“Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que Estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do Governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração”.
“Queremos dizer que estamos tranqüilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso País, onde a verdade sempre acaba se afirmando”.
“Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática”.
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Nem é necessário ter bola de cristal para deduzir a quem se referem Arruda e Paulo Octavio quando alegam, na nota, estarem sendo vítimas de uma “trama engendrada por adversários políticos”.
Existe a possibilidade de que Arruda tenha mesmo caído em uma armadilha. Só que ele parece ter caminhado até ela com os próprios pés. Sua participação na trama, pelo que sugerem as gravações de áudio e vídeo divulgadas até agora, foi total e alegremente voluntária.
Por outro lado, caso essa confusão toda seja mesmo resultado de armação, os beneficiários mais óbvios deram um tiro no próprio pé.
Boa parte das gravações comprometedoras que vieram à tona parece ter sido feita durante os governos de Joaquim Roriz e Maria de Lourdes Abadia, quando Barbosa era presidente da Codeplan.
Reportagem publicada na revista Veja desta semana (link no post anterior) informa, ainda, que “fontes da polícia confirmam que as investigações podem aniquilar também as pretensões de Joaquim Roriz. Isso depende do que Durval Barbosa se dispuser a contar em juízo.”
Não será surpresa se, com o aprofundamento das investigações, tanto Arruda quanto Roriz, os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas até o momento, acabarem impedidos legalmente de concorrer ao GDF em 2010. Politicamente, Arruda, pelo menos, já parece sem condições de continuar no páreo.
Em tempo: clique AQUI para ver as imagens de Odilon Aires, Júnior Brunelli, Leonardo Prudente e outros políticos do DF recebendo dinheiro vivo das mãos de Durval Barbosa.
Clique AQUI para ler o trecho do depoimento de Durval Barbosa em que ele afirma que o esquema de captação ilegal de recursos começou no governo Roriz, e com o conhecimento do ex-governador. O objetivo era turbinar a campanha de Arruda ao GDF, em 2006.
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