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17/03/2010

Deixando de lado as más notícias…

… a Agência de Notícias do GDF anuncia que a Administração Regional de Taguatinga inaugura, nesta quinta-feira (18), às 19h30, a Fonte Cibernética da Praça do Relógio, no centro da cidade.

A fonte foi construída com o intuito de revitalizar o espaço, inibir atos de vandalismo e uso de drogas, além de servir como atrativo para os moradores da cidade e de todo o DF.

Controlada de forma digital, a água executará movimentos de acordo com a música tocada e as cores exibidas a cada instante. Outra novidade anunciada na ocasião será a instalação de um posto policial na Praça do Relógio.

Comento:

Eis o tipo de obra simples, relativamente barata e que tem impacto positivo direto na qualidade de vida em qualquer cidade. Praças, fontes e pequenos jardins, se bem construídos e bem cuidados, favorecem a apropriação dos espaços públicos pela população, o que ajuda, entre outras coisas, a reduzir os índices de criminalidade em determinadas áreas.

O centro de cidades como Ceilândia e Taguatinga exige ainda atenção adicional, especialmente no que diz respeito à iluminação, cuja deficiência  favorece a ocorrência de problemas como a prostituição, o tráfico de drogas e os assaltos.

No caso de Taguatinga, passa-se algo curioso: a Avenida Central à noite fica envolta em penumbra, enquanto que logo adiante, na EPTG, a iluminação é de primeiríssima qualidade. É que na avenida os postes, além de poucos e mal distribuídos, têm luminárias muito altas, bem acima da copa das árvores. Resultado: a luz não chega ao solo. O simples acréscimo de alguns postes mais baixos ou de luminárias adicionais nos postes já existentes, abaixo da copa das árvores, resolveria o problema, aumentando a segurança da área.

Já nas quadras próximas, bem como na Avenida Comercial, o problema é outro. Em decorrência da sensação de insegurança, a maioria das lojas tem portas de aço do tipo meia cana fechada (foto). Uma vez cerradas no fim do dia, a frente das lojas (e, consequentemente, seus arredores) fica escura, já que nem sempre a iluminação pública é suficiente.

Uma maneira barata de melhorar a iluminação, nesse caso, é estabelecer parceria com as empresas. Através da abertura de linha de crédito especial, o GDF poderia estimular os lojistas a substituir portas vedadas por portas vazadas (foto). Estas não só oferecem a mesma segurança, como permitem a passagem da luz. A oferta de desconto na conta de energia elétrica encorajaria os lojistas a deixar as luzes internas ou as vitrines acesas à noite. A cidade ficaria com melhor aspecto e,  de quebra, os consumidores que trabalham o dia todo ganhariam a chance de pesquisar preços após o horário de expediente e voltar para fazer suas compras quando as lojas estivessem abertas. Há bem pouco tempo esta solução foi adotada com sucesso em um bairro periférico meio barra pesada aqui de Buenos Aires. Boa iluminação e mais gente nas ruas resultaram em valorização dos pontos comerciais, queda no número de casos de vandalismo e diminuição dos assaltos na região.

Para finalizar: quando anunciaram a construção da fonte na Praça do Relógio, alguns meses atrás, li nos jornais o comentário de um policial militar que se dizia preocupado com a possibilidade de que moradores de rua usassem-na para tomar banho. Isto acontecerá, com certeza. Mas que ninguém se escandalize: em muitas cidades de países mais desenvolvidos que o nosso é comum ver pessoas molhando-se nas fontes de praças e parques quando o calor aperta. E nem se trata de moradores de rua, mas de gente que está só a fim de se refrescar mesmo. São parte do espetáculo.

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