search 2013 adfgs
19/10/2007

Eu prometo

A Câmara Legislativa aprovou em plenário o Plano de Gestão Compartilhada da Secretaria e Educação, que estabelece a eleição direta para diretores de escola, além de conceder aos futuros administradores escolares maior autonomia na aplicação de recursos financeiros.

O projeto, após sanção do governador, deverá ser colocado em prática ainda este ano e contém avanços em relação à  primeira experiência de eleições diretas nas escolas, ocorrida na segunda metade dos anos 80. Agora, antes do teste definitivo nas urnas, os candidatos a diretor passarão por provas de títulos, avaliação escrita sobre gestão administrativa, pedagógica e financeira e conhecimentos de legislação educacional. Além disso, deverão elaborar um projeto de trabalho com base na realidade da escola à qual pretendem concorrer.

Os candidatos eleitos passarão ainda por avaliações anuais de desempenho. Serão convocadas novas eleições para as escolas cujos diretores não apresentem resultados satisfatórios em relação às metas estabelecidas em seu plano de ação.

Eleição para diretor de escola é como jabuticaba: só existe no Brasil. Ainda assim, este processo é melhor que a nomeação de cabos eleitorais praticada nos últimos tempos. Espera-se pelo menos que desta vez as regras evitem que se repitam as situações de anarquia generalizada observadas nos anos 80, quando a escolha de diretores pouco qualificados e os embates entre grupos ideológicos rivais conduziram algumas instituições de ensino à paralisia administrativa e pedagógica, com prejuízos irreversíveis, sobretudo para os estudantes.

PS.: Por falar neste assunto, vale a pena ler esta entrevista do pesquisador João Batista Oliveira.

Comentários

Comente