search 2013 adfgs
22/06/2010

Tudo sempre igual

Quando soube do caso de um travesti que inoculou sangue contaminado com HIV em enfermeiras do Hospital Regional de Ceilândia, em protesto contra o mau atendimento, pensei em duas possibilidades:

a) O caso vai ter forte repercussão na mídia. Como a sociedade está a cada dia mais madura, esse gesto tresloucado e injustificável pelo menos vai servir para jogar luz sobre o péssimo atendimento da rede pública de saúde. A política de saúde pública vai ser exaustivamente debatida e, daí, podem surgir soluções.

b) Estamos no Brasil. O travesti vai ser crucificado – mais por ser travesti do que pelo que fez. O corporativismo dos funcionários do hospital vai falar mais alto. Vão desviar o assunto para a falta de segurança e pedir mais grades, ferrolhos, trancas, fechaduras, câmeras, guardas etc. etc. E o assunto morre por aí.

Adivinhe só qual cenário está prevalecendo até este momento.

Comentários

Comente