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24/08/2010

Saúde: o problema é mesmo de má gestão

Do DFTV:

Equipamentos estão encaixotados no Hospital de Ceilândia

Flagrante no Hospital da Ceilândia: equipamentos caros estão encaixotados há três meses. Pacientes em estado grave sofrem com a falta de UTIs

Renata Feldmann

Lavadoras de material cirúrgico estão encaixotadas no corredor do Hospital da Ceilândia. O material foi comprado sem que houvesse estrutura para a instalação, um desperdício de dinheiro quando pacientes sofrem sem atendimento. A mãe da dona de casa Jandira Oliveira precisa ir para a UTI, mas não tem vaga nem nos hospitais particulares. “Quem tem culpa é quem está realmente na direção que não está agindo direito”, opina.

Segundo a Secretaria de Saúde, 37 novos leitos estão sendo abertos nas UTIs da rede pública. Além disso, a Secretaria pode passar a controlar o uso das UTIs nos hospitais particulares. No Hospital de Base, os dois tomógrafos estão parados há três semanas, e uma solução ainda está sendo estudada. “Não existe uma possibilidade de a gente manter tubos armazenados pelo alto custo e até pela falta de um local apropriado para se guardar tubos de tomógrafo”, diz o subsecretário de atenção à Saúde, José Carlos Quinaglia.

Pacientes acidentados são levados para o Hospital da Asa Norte para fazer tomografia. Quem não está em condições de ser transportado, vai direto para cirurgia. Com fratura exposta no joelho, o marido da doméstica Fernanda Alves está há mais de um dia na fila. “No pedido do prontuário dele está escrito ‘emergência’, era pra ter feito ontem e nada foi feito até agora é uma vergonha um hospital desse tamanho não ter recurso”, afirma.

“Eu entendo que pela situação, pela deterioração da saúde nos últimos meses já é mais do que tempo de haver uma intervenção na saúde pública do DF”, avalia o procurador Marinus Marsico.

A Secretaria de Saúde disse que em dois dias o contrato com as empresas fornecedoras dos tomógrafos deve ser alterado para que as peças sejam fornecidas imediatamente. Sobre os equipamentos encaixotados, a direção do Hospital da Ceilândia disse que os projetos elétrico e hidráulico para a instalação estão prontos, mas ainda faltam a licitação e recursos para fazer a obra.

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