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12/12/2011

Elefante branco custará mais de R$ 576 milhões

Do site Brasília 247:

Novo Buritinga vai custar mais de R$ 576 milhões

Em fase inicial, a construção do Centro Administrativo em Taguatinga começa a afetar os passageiros que utilizam a rodoviária da cidade. Para construir o ambicioso complexo administrativo – que deve abrigar pelo menos 17 secretarias do governo do Distrito Federal –, o GDF anunciou recentemente a demolição do terminal de ônibus. O prédio deveria ser interditado somente em 2013, mas já se encontra parcialmente fechado para o início das obras, que, por ser uma parceria público-privada, tem cronograma definido. Ao contrário das obras do complexo, contudo, a construção do terminal rodoviário não tem sequer licitação prevista.

O Centro Administrativo do Distrito Federal vai ocupar uma área de 178 mil metros quadrados. A escolha do local se deu pela amplitude do atendimento: 46% da população do DF moram em Taguatinga, Vicente Pires, Riacho Fundo I e II, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Arniqueiras e Águas Claras. Mas o melhor ponto nessa região é ocupado atualmente pela rodoviária. O terminal, que recebe diariamente cerca de 50 ônibus interestaduais e 200 urbanos, vai virar cascalho em 2013. Mas não há nenhuma previsão de quando a outra unidade será construída, nem quem vai pagar a conta da obra.

Projetado pelo arquiteto Paulo Zimbres, o responsável por projetar o Sudoeste e Águas Claras, o novo Buritinga vai abrigar 15 mil servidores. O complexo será construído em duas etapas e tem custo previsto de R$ 576 milhões. Na primeira etapa, prevista para estar concluída no final de 2012, serão concluídos os prédios da governadoria – seis prédios de quatro pavimentos que irão abrigar as secretarias, um centro de convenções, espaço de convivência com estabelecimentos comerciais e praça de alimentação, além de um posto do “Na Hora” e uma marquise cultural. Na segunda, serão erguidos quatro prédios com 15 pavimentos cada, onde funcionarão as demais secretarias. Esta segunda fase tem prazo de conclusão previsto para o final de 2013.

A construção do Buritinga era um dos desejos do ex-governador José Roberto Arruda. A licitação que deu a construção faraônica ao consórcio Centrad, formado pelas empreiteiras Odebrecht e Via Engenharia, é de 2008. Ela previa um custo de R$ 476 milhões, que foi corrigido em maio deste ano para R$ 576 milhões. Desse valor, R$ 422 milhões serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os R$ 154 milhões restantes ficarão por conta das construtoras. Durante 21 anos, o governo terá que pagar uma mensalidade de R$ 15 milhões ao consórcio. Em 2013, quando metade do complexo estiver pronto, serão pagos R$ 4 milhões ao mês.

Ao reerguer um novo complexo e centralizar metade das secretarias em um único endereço, o governo espera economizar R$ 9,5 milhões por mês com serviços terceirizados, como vigilância e limpeza. Atualmente, das 33 secretarias, 17 acumulam despesas mensais de R$ 11,8 milhões com salas alugadas.

Como não existe qualquer previsão sobre a nova rodoviária, fica difícil estimar o prejuízo que o novo complexo vai causar ao sistema de transporte da região. No projeto do complexo, não há nenhuma responsabilidade sobre a rodoviária. A Odebrecht, que já cercou o terreno e interditou metade do terminal, garante que só mexerá na rodoviária depois que a nova for construída, mas disse via assessoria de imprensa que não foi contratada para construir o novo terminal. A Secretaria de Transportes passa a bola do novo terminal para a Secretaria de Obras, que diz ainda estar em fase de negociação.

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