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25/02/2014

O Fome Zero de Agnelo

Do blog de Josias de Souza:

GDF compra R$ 1,5 mi em comida para Agnelo

O governo do Distrito Federal gastará cerca de R$ 1,5 milhão em 2014 para encher a geladeira e a despensa de ‘Águas Claras’, a residência oficial do governador Agnelo Queiroz (PT). A lista de compras, disponível aqui, contém 464 itens. Só em peixes e carnes serão 21 toneladas. Coisa de R$ 500 mil.

Comparando-se com o custo do ano passado, o preço da comida da casa do governador subiu 20%. Ouvido pela repórter Roseann Kennedy, o GDF atribuiu a alta a dois fatores: a inflação e a Copa. Não a copa que fica ao lado da cozinha, mas a Copa do Mundo. Brasília é uma das cidades que receberão jogos da Copa. Alega-se que Agnelo recepcionará delegações estrangeiras em casa. E precisa dar de comer aos convidados.

Nos próximos dias, um estômago pobre de Brasília, desses que vivem na rua, enviará uma carta a Agnelo Queiroz. O blog teve acesso ao texto com exclusividade. Vai reproduzido abaixo:

“Caro governador, sei que o senhor não me conhece. Pois permita que me apresente. Moro onde olho nenhum me alcança, no ermo das entranhas. Sou ferida exposta que não se vê. Sou espaço baldio entre o esôfago e o duodeno.
 Trago das origens uma certa vocação para a tragédia. Não deve ser por outra razão que venho do grego: stómachos. Se pudesse dar entrevista, resumiria assim o oco de minha existência: ‘É dura a vida de víscera.’

Às vezes, governador, invejo o coração que, quando sofre, é de amor. Eu, pobre tripa flagelada, jamais tive tempo para sentimentos abstratos. Perdoe-me o pragmatismo estomacal. Mas só tenho apreço pelo concreto: o feijão, o arroz, a carne… Meu projeto de vida sempre foi arranjar comida.

Às vezes, veja o senhor, cobiço a cabeça. Quisera me fosse dado revisitar glórias passadas ou, melhor ainda, idealizar um futuro promissor. Quisera não tivesse que dançar ao ritmo da emergência. 
Meu mundo cabe no intervalo entre uma refeição e outra. Meu relógio, caprichoso, só tem tempo para certas horas: a hora do café, a hora do almoço, a hora do jantar…

Sem comida, meu relógio ficou louco. Passou a anunciar a chegada de cada novo segundo aos gritos. 
Nunca tive grandes ambições. Não quero conhecer a Paola Oliveira. Não quero ganhar a Sena acumulada. Só queria a compaixão de um grão escorregando faringe abaixo. 
Ardem-me as paredes, bombardeadas por jatos de suco gástrico. Mas já não sofro, governador.

Sem alimento, encontrei a paz na melancolia da fome. Encontro-me na ante-sala de outra esfera. Escrevo para dizer-lhe obrigado. Estou prestes a trocar o inferno das ruas pelo paraíso. E, temente a Deus, sei que Ele não se atreverá a pôr em meu céu o descaso. Não, não. Meu céu há de ser uma cozinha como a da residência de Águas Claras, tão farta que me propicie uma fome de governador, dessas que a gente resolve simplesmente abrindo a geladeira.”

16/02/2014

E Agnelo superou Cristovam

desleixoDurante o primeiro governo petista no DF, comandado por Cristovam Buarque, o desleixo com a cidade era tamanho que a Esplanada dos Ministérios chegou a ser, durante um longo período, um imenso matagal.

Quem assistiu àquele espetáculo deprimente jamais poderia imaginar que algum outro governante fosse capaz de igualar a vergonha daqueles dias. Muito menos, de superá-la.

A tarefa de igualar ficou a cargo de Rogério Rosso. Mas, a seu favor, há que lembrar que se tratava de um governador com prazo de validade muito curto. Até que Rosso conseguisse sair da beira da piscina e entrar em casa para trocar a bermuda por um terno, o governo já teria chegado ao fim. Não havia tempo para fazer o que quer que fosse, de positivo ou de negativo.

Já a superação ficou mesmo a cargo do próprio PT, desta feita com um (des)governo capitaneado por Agnelo Queiroz.

E bem debaixo do nariz de uma presidente da República, também petista, tida como muito competente mas que, a julgar pelo que se vê na Praça dos Três Poderes, não é capaz de enxergar nem o que se passa a dez metros de seu gabinete.

O retrato sem retoques do estado de africanização (ou será de cubanização?) a que foi levada Brasília pelo governo mais inepto, desleixado e destrambelhado da história do DF está na matéria a seguir, publicada no site da revista Veja.

Acompanhe:

A 4 meses da Copa, capital do país está abandonada

Brasília não está preparada para receber os turistas que chegarão com o evento esportivo. Falta de zelo com prédios públicos é uma das faces da crise gerencial de Agnelo Queiroz

A quatro meses da Copa do Mundo, a capital do país-sede de um dos mais importantes eventos do mundo amarga o abandono. Ao contrário do esperado para a cidade que ergueu o estádio de futebol mais caro do país, quem visita hoje Brasília se depara com monumentos sujos, danificados e mal iluminados – o que, somado à dificuldade de utilizar o transporte público e à crescente onda de violência, acaba por decepcionar e afastar o turista.

desleixo2Não é necessário ir longe para se constatar a falta de cuidado com os principais atrativos de Brasília, que abrigará sete partidas do Mundial de futebol e deverá receber 600.000 visitantes, segundo o Ministério do Turismo.

Apenas nas proximidades da Esplanada dos Ministérios, a reportagem do site de VEJA enumerou sete pontos que integram o roteiro turístico, mas estão em situação deplorável – por falta de limpeza e manutenção inadequada – ou com as portas fechadas.

desleixo5Roteiro certo de quem visita a capital, a Praça dos Três Poderes, que interliga o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, tem mato crescendo entre as pedras que apoiam obras de Bruno Giorgi, Oscar Niemeyer e Marianne Peretti. Além disso, os bancos estão sujos, e o Espaço Lúcio Costa, um dos poucos atrativos da praça, está fechado desde outubro de 2012 – e com prazo de reabertura vencido há mais de um ano. Em nota, o governo do Distrito Federal prometeu que o museu voltará a funcionar em abril.

desleixo4“Esperava algo mais ajeitado. Aqui é lindo, claro. Mas estamos na capital do país e era para ser a menina dos olhos”, disse a advogada Juliana Aragão após conhecer a Praça dos Três Poderes. “As coisas estão sujas e bagunçadas”, continuou o administrador de empresas Flávio Ramos. Os dois são moradores de Olinda (PE) e visitaram a cidade nesta semana. No relato, os pernambucanos criticaram ainda a falta de policiamento e as obras inacabadas do aeroporto.

desleixo3Também não passa despercebida a condição de outros cartões-postais de Brasília. A cúpula do Museu Nacional da República está suja, a rampa de acesso ao local apresenta rachaduras e a pintura descascando. Em situação similar, a Ponte Juscelino Kubitschek ainda está mal iluminada.

“Em Brasília, constroem-se coisas lindas, mas não há manutenção. Há lixo pela cidade toda. O turista vai ver isso e, junto com o retrato dos monumentos, vai levar essa paisagem”, diz a arquiteta Ana Helena Fragomeni, autora do livro Não vivemos em cartões postais. “Faltam lugares em que o turista saiba que vai ser recebido como pessoa. Esses lugares deveriam estar perto dos hotéis, com centro de turismo que forneça água, refrigerante e banheiros.”

Por ser de responsabilidade de diversas secretarias, o GDF afirma não ter como apresentar um valor total de quanto será investido para melhorar os pontos turísticos até a Copa do Mundo. Mas promete concluir a revitalização do Museu da República, da Torre de Televisão e da sua fonte luminosa antes do torneio de futebol. Além disso, o GDF afirma que estão em fase de instalação novas placas de sinalização para turistas.

Crise

O desleixo com os pontos turístios de Brasília é mais um sintoma da crise permanente no governo de Agnelo Queiroz (PT). O governador do Distrito Federal tem o segundo menor índice de popularidade do país, atrás apenas de Rosalba Ciarnlini (DEM), do Rio Grande do Norte. Por isso, ao contrário de outros chefes do Executivo, ele ainda não definiu os planos de reeleição. Há partidários que defendem o lançamento de outro nome do PT ao governo neste ano.

Agnelo passou o primeiro ano de mandato tentando explicar os sucessivos casos de corrupção – novos e antigos –, que vieram à tona quando ele assumiu o Palácio do Buriti. Mesmo depois de passada a fase mais aguda dos escândalos, não mostrou serviço: as principais obras haviam sido planejadas pela gestão de José Roberto Arruda, que perdeu o cargo após a Operação Caixa de Pandora. A falta de eficiência na gestão gerou problemas na saúde e na segurança pública.

Recentemente, uma onda de violência atingiu a capital federal, em parte porque policiais militares insatisfeitos resolveram dar início a uma “Operação Tartaruga” para pressionar o governo a aumentar os salários. Foram mais de 70 assassinatos em janeiro, um aumento de 40% na comparação com o mesmo mês de 2013. Era uma rara oportunidade em que a população, refém dos policiais e dos criminosos, poderia dar um voto de confiança a Agnelo caso o governador reagisse com firmeza. Mas ele preferiu se omitir.

Para ver a galeria com todas as imagens que ilustram a matéria, clique AQUI.

 

13/02/2014

Pergunte ao Google

Do blog de Ancelmo Góis:

Cremerj denuncia que médica estrangeira abusa do Google

A diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) flagrou, em fiscalização, diversas irregularidades no programa “Mais Médicos”, do Ministério da Saúde. A mais chocante delas aconteceu no dia 22 de janeiro, na Clínica da Família Mário Dias de Alencar, em Senador Camará, onde uma médica estrangeira utilizava-se do Google para tirar dúvidas e prescrever medicamentos para os pacientes. Segundo o Cremerj, a profissional de saúde não tinha conhecimentos de farmacologia brasileira e, por isso, recorreu constantemente à internet para pesquisas. Além isso, usava também um programa de tradução simultânea espanhol-português instalado em seu computador para se comunicar com os pacientes.

O Conselho constatou, ainda, problemas como a falta de orientação do Ministério da Saúde (MS) e de supervisão na hora do atendimento, conforme previstos em lei. Foram visitados também o Centro Municipal de Saúde Catiri e o Centro Municipal de Saúde Professor Edgard Magalhães Gomes, nos dias 17 e 29 de janeiro, respectivamente, onde foram encontradas diversas irregularidades.

Durante a visita, o Cremerj presenciou médicos estrangeiros realizando atendimentos e pedindo exames sem a supervisão de um médico brasileiro. Em outro caso, três médicos estrangeiros atuavam sem supervisão, pois a diretora técnica estava de férias. Com isso, colegas brasileiros que trabalham na unidade são questionados sobre dúvidas clínicas e constantemente solicitados a carimbar receitas controladas e prescritas pelos estrangeiros, apesar de não concordarem com esse ato. Sobre a presença do MS orientando os profissionais, segundo médicos do programa, eles estiveram na clínica uma única vez em novembro.

Em outra unidade, o Conselho verificou que médicos estrangeiros também atuavam sozinhos, pois a supervisão acontece somente duas vezes na semana pela diretora técnica. Já a preceptoria comparece à unidade apenas uma vez por mês. Segundo os estrangeiros, em caso de dúvidas, eles debatem entre si e nunca ouviram falar de outros meios para orientação, como teleconferência e grupos de e-mails – ferramentas que o MS diz usar e considera eficientes.

“Esse tipo de tratamento que a população está recebendo é inaceitável. Médicos do programa do MS estão atuando sem a preceptoria do ministério e sem a supervisão nos atendimentos, conforme exige a lei 12.871/13, que institui o Mais Médicos. Esse descumprimento da lei mostra a improvisação do governo com o programa e com a sociedade”, declara o presidente do Cremerj, Sidnei Ferreira.

09/02/2014

Vergonhatur

vergonhaturO governo Agnelo Queiroz anunciou neste domingo (09) que turistas e brasilienses que fazem passeios de fim de semana pelos principais pontos turísticos da capital federal passarão a contar com a possibilidade de visitar, de bicicleta e com a presença de um guia especializado, diversos monumentos.

Coincidentemente, neste mesmo domingo o portal da Folha de São Paulo veiculou uma reportagem (o vídeo está logo abaixo) que mostra o que espera quem visita Brasília, de bicicleta ou não.

É de matar de vergonha.

08/02/2014

Vamos aplaudir

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