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14/03/2011

Nas trevas

A Codeplan pediu recentemente o cancelamento de duas parcerias público-privadas (PPPs) para a construção de estacionamentos subterrâneos e instalação de iluminação pública. Os editais de convocação foram lançados em dezembro último, no apagar das luzes da gestão Rogério Rosso.

No primeiro caso, tentava-se criar 4.224 vagas subterrâneas — para atender cerca de 10% da demanda da região central, estimada em 45 mil vagas —, com preço de R$ 4 a primeira hora. O valor do contrato assinado era de R$ 199,8 milhões. O GDF ficaria ainda responsável por aplicar 70% dos recursos a serem investidos, ficando com a iniciativa privada o direito a explorar o local durante 35 anos.

No segundo, cogitava-se torrar R$ 1,2 bilhão para modificar o sistema de iluminação pública, trocando lâmpadas convencionais por outras à base de sódio e mercúrio.

O caso dos estacionamentos subterrâneos é uma lambança tipicamente candanga. Nas cidades governadas por gente séria, constroem-se vagas subterrâneas justamente para poder desativar vagas na superfície e dar destinação mais nobre ao espaço liberado.

Nessas cidades, as empresas que ganham o direito de explorar as vagas subterrâneas ficam obrigadas, por contrato, a construir no espaço do antigo estacionamento áreas de convivência (praças, jardins, calçadões). Mais: ficam responsáveis pela conservação e limpeza desses espaços por todo o prazo de duração da concessão.

Como o DF está sempre à frente do resto do mundo, por aqui tentava-se malandramente usar dinheiro público para construir vagas subterrânes e entregá-las a empresas privadas, dando-lhes ainda, de lambugem, o direito de explorar também as vagas na superfície, em vez de desativá-las. É pouco, ou quer mais?

Já o caso da iluminação pública demonstra claramente como a corrupção vem mantendo o DF literalmente nas trevas.

Nele, o primeiro ponto que chama a atenção (embora não surpreenda), é que as ruas do DF ainda sejam (não) iluminadas por lâmpadas convencionais.

O segundo ponto (este sim, de cair o queixo), é que no GDF ainda exista gente, a essa altura do campeonato, planejando trocar as tais lâmpadas convencionais por outras à base de sódio.

Sim, porque, nas cidades governadas por gente séria, até mesmo esse tipo de lâmpada já é coisa do passado. Há pelo menos dez anos que essas cidades vêm trocando-as por outras à base de vapor metálico.

E qual a diferença? Simples: lâmpadas à base de sódio emitem uma luz amarelada que não ilumina nada, deixa as ruas inseguras e com ar de cemitério. As outras, à base de vapor metálico, emitem luz branca, iluminam o triplo e consomem menos energia. São essas vistas na foto acima.

Há cidades que estão ainda mais avançadas e já começam a utilizar o LED (Light Emitting Diode), ainda mais eficiente e econômico (foto). O LED não é uma lâmpada, mas um semicondutor que emite luz. Segundo os especialistas, de todas as fontes de iluminação já criadas pelo homem, o LED é a que mais se assemelha à luz natural.

Resumindo: por mais incompetentes e desinformados que sejam os técnicos do GDF que tratam de iluminação pública e de estacionamentos, é praticamente impossível que nunca tenham ouvido falar das coisas que acabo de escrever.

Portanto, a explicação para continuarem tentando manter o DF mergulhado no atraso também nessas duas áreas só pode ser uma: corrupção.

13/03/2011

Durval Barbosa divulga nota

Depois das reportagens da Veja e da Istoé que deflagraram uma onda de rumores em Brasília, Durval Barbosa divulgou a seguinte nota de esclarecimento:

“Vejo com muita tristeza esses comentários maldosos que estão fazendo a meu respeito. Muitas têm sido as pessoas que usam o meu nome para, num gesto de insensatez, obterem favores de alguma forma. Em nenhum momento tive a intenção de constranger qualquer pessoa, pois essa postura não faz parte de meu comportamento, principalmente o Governador Agnelo que nunca atuou contra mim. O que eu faria, se tivesse os instrumentos, seria entregá-los às autoridades, como sempre o fiz.

NÃO ENTREGUEI NADA AO MINISTÉRIO PÚBLICO recentemente, contra qualquer pessoa, sejam vídeos, sejam novos fatos, pois são com essas autoridades que tenho e mantenho o compromisso de lealdade inarredável.

Os comentários que circulam e nomeiam pessoas como “alvos”, são meras especulações, vindo à tona por pessoas que querem intranquilizar a administração da nossa Capital. Não tenho a menor vocação para constranger pessoas. Ao contrário, desejo que a normalidade seja restabelecida. Sem sobressaltos.

Tenho tido notícias de que várias pessoas usam o meu nome para fazer, desfazer e até empregar-se. Desautorizo essas atitudes. Ressalvadas aquelas que as credencio formalmente.

Desejo ao Governador e sua equipe muito sucesso em sua administração. Sinceramente

Um abraço de DURVAL BARBOSA”

13/03/2011

Comerciantes querem minhocão do Maluf

Ignorância e ganância. Do encontro dessas duas “âncias” nunca resulta nada que preste. As duas são sócias majoritárias do atraso. E o atraso, no Brasil, parece ser doença sem cura.

O Plano Diretor de Transporte Urbano do DF atualmente em discussão prevê, entre outras medidas, a construção de um túnel sob o caótico centro de Taguatinga, cruzando-o no sentido Leste-Oeste.

Pois imagine que já surgem vozes defendendo que, em vez de um túnel, seja construído ali um elevado, nos moldes daquele que Paulo Maluf plantou na região central de São Paulo nos anos 70 (fotos abaixo).

A estrovenga ficou conhecida como Minhocão e é considerada hoje uma das mais desastrosas intervenções urbanas de que se tem notícia no Brasil e no mundo (já falei sobre ele AQUI).

Imagine o centro de Taguatinga assim...

Os defensores dessa barbaridade, como não poderia deixar de ser, são comerciantes temerosos de que uma obra naturalmente demorada como a de um túnel venha a atrapalhar os seus negócios.

...assim...

Para esses desinformados, vou resumir: moradores da área onde foi erguido o Minhocão acordaram um belo dia com carros passando a poucos metros de suas janelas, situadas no terceiro ou quarto andar. Por conta disso, perderam a tranquilidade e a saúde. Amargaram a desvalorização de seus imóveis. Viram inconformados as ruas da região entrarem em um processo de degradação do qual jamais lograram sair. A decadência obrigou muitos comerciantes a fechar as portas, já que aquela área passou a ser evitada pelos consumidores.

...e assim.

Um dos projetos em estudo pela atual administração de São Paulo é justamente a demolição do minhocão e sua substituição por um túnel.

Em matéria de degradação, o centro de Taguatinga já está muito bem servido, obrigado.

Isto para não falar na belíssima Avenida Comercial da cidade, esse pedaço do Paraguai visto aí na foto ao lado. Deleite-se com o primor da arborização, das amplas calçadas, da harmonia visual entre as placas na fachada dos prédios e os postes com a fiação exposta. Note bem o ar de tranquilidade das pessoas atravessando a rua. Não é de matar qualquer um de orgulho?

Pois, ainda assim, alguns “ixpertos” comerciantes da aprazível Taguatinga têm o desplante de propor que a cidade seja penalizada com um erro do qual há décadas milhares de paulistanos vêm tentando se livrar.

Em vez de enterrar os carros, querem enterrar a cidade.

E com os governantes medíocres com os quais o DF vem sendo aquinhoado nos últimos tempos, é muito provável que o consigam.

13/03/2011

Tá certo

Neste domingo (13/03), o secretário-adjunto de Desenvolvimento Urbano e Habitação do GDF, Rafael Oliveira, visita o favelínio Sol Nascente para “discutir com a comunidade” obras de urbanização e infraestrutura para o local.

Abro parênteses:

Uma das vantagens dos governos petistas é que eles passam muito tempo “discutindo com a comunidade (do próprio PT)”. Quando resolvem pôr mãos à obra, o mandato já está no fim e não dá mais tempo de fazer besteiras.

Fecho parênteses.

Faz o tal secretário muito bem.

Com os urbanistas que tem o GDF atualmente, é altamente recomendável ouvir o que a Dona Maria da Quitanda tem a dizer sobre urbanização e infraestrutura.

12/03/2011

Weslian governadora?

O mundo político do Distrito Federal ferve neste final de semana, aquecido por boatos e teorias conspiratórias.

A mais mirabolante delas tem um enredo que envolve personagens mais que conhecidos e prevê para os próximos dias a posse de Weslian Roriz no GDF.

Comandada a partir de uma famosa fazenda de Luziânia, a estratégia já estaria em marcha. Primeiro, o atual governador, Agnelo Queiroz, e seu vice, Tadeu Filipelli, seriam abatidos em pleno vôo com a divulgação, nas próximas horas, de vídeos comprometedores oriundos da extensa coleção do delator Durval Barbosa.

Criado um quadro de acefalia institucional, seria então deflagrada a segunda etapa da operação: antes que fosse dada posse ao presidente da Câmara Legislativa (e convocadas novas eleições), Weslian Roriz, segunda colocada em 2010, reivindicaria nos tribunais o cargo de governadora.

Os mentores dessa estratégia baseariam seus cálculos no exemplo recente de Roraima, onde o governador eleito, José de Anchieta Júnior (PSDB), foi cassado por suposto crime eleitoral e o TRE determinou que Neudo Campos (PP), segundo mais votado, assumisse o governo.

Tudo isso pode parecer absurdo. Mas nunca é demais lembrar que quem continua dando as cartas na política do DF é Durval Barbosa.

Resta saber se, diante de tamanho descalabro, a presidente Dilma Rousseff encontraria ainda alguma justificativa para não decretar de imediato a intervenção federal há muito tempo desejada por parcela considerável da população do DF.

A ver.